O Teste de Progresso é uma estratégia de avaliação institucional e individual consistente, colocada à disposição da comunidade acadêmica e da comunidade em geral. Diante da rápida expansão do número de vagas e de escolas médicas, a necessidade de avaliação se torna ainda mais relevante e o teste vem como um grande aliado neste sentido.
Com o teste e outras iniciativas, a Associação Brasileira de Educação Médica (Abem) pretende:
- Contribuir com o aprimoramento da qualidade de cada uma das escolas médicas. Sejam elas novas, antigas e até mesmo suas associadas, e
- Oferecer à sociedade uma forma consistente e cientificamente aceita como adequada de aprimoramento
Finalidade do Teste de progresso
O Teste de Progresso serve para situar o estudante do seu processo evolutivo de ensino-aprendizagem. Além disso, permite à instituição da qual o estudante faz parte realizar o diagnóstico de suas deficiências ao longo da estrutura curricular.
A avaliação pode ser utilizado pelos órgãos colegiados competentes para avaliação de alterações curriculares e avaliações específicas de disciplinas ou módulos de ensino. Auxilia ainda no desenvolvimento docente na aplicação de provas e avaliação de resultados.
O que é cobrado no teste de progresso?
O conteúdo cobrado no teste não está ligado a nenhum modelo de curso específico. Portanto, ele avalia os objetivos finais do currículo como um todo. O conteúdo de todos os tópicos do curso vai sendo continuadamente revisado, pois não se entende essa metodologia sem uma devolutiva consistente (feedback), na qual seja possível corrigir as falhas apresentadas durante o processo formativo.
Os estudantes são incentivados a adotar um estilo de aprendizado longitudinal autodirigido. Eles também entendem que até o final de sua formação os conhecimentos elaborados deverão estar consolidados para o bom exercício da profissão.
Histórico, modificações e perspectivas
Esse teste foi introduzido nos cursos de medicina na década de 1970. Inicialmente, pela Kansas City Medical School da Universidade de Missouri (EUA) e pela então University of Limburg, que hoje é a Universidade de Maastricht (Holanda). Desde então, várias outras escolas médicas passaram a utilizar esse método de avaliação de forma isolada ou em associação colaborativa.
No Brasil, o Teste de Progresso ganhou um impulso considerável no ano de 2019. O Conselho Diretor da Abem retomou a realização da avalição como uma espécie de projeto institucional. Com reserva de recursos próprios para financiar a sua expansão e consolidação, enquanto busca novas fontes de financiamento.
Foram realizadas oficinas regionais e uma oficina nacional, que se desdobrou na realização de um levantamento das escolas participantes. E definiu-se pelo indicativo de um Teste de Progresso Nacional para 2020. Em razão da pandemia, acabou sendo postergado.
A Abem pretende investir ainda mais na institucionalização da ferramenta. De modo a consolidá-la como uma alternativa de avaliação institucional e da evolução do conhecimento do estudante de medicina ao longo de toda sua trajetória de graduação a partir de um teste cognitivo.
A parceria entre escolas tem contribuído para a confecção de questões com alta qualidade. Além de combinar benefícios econômicos com vantagens educacionais globais, pois tira do processo de avaliação o efeito da endogenia e permite uma comparação salutar dos avanços e limitações entre as instituições participantes, sempre evitando qualquer tipo de ranqueamento.
Por que precisa ter Teste de Progresso?
O teste é uma avaliação cognitiva que verifica se o ganho de conhecimento por parte do estudante está sendo contínuo e progressivo. E como o conhecimento está sendo elaborado e consolidado nas áreas básicas e clínicas. Áreas que são bem importantes para o aproveitamento do internato e o desenvolvimento final do profissional.
Como ele aconteceu em 2021?
Pela primeira vez, o teste terá a participação de mais de 70 mil estudantes de medicina, de mais de 120 escolas médicas. O que significa dizer que mais de um terço das escolas médicas brasileiras estarão reunidas em torno da iniciativa. Vale salientar que esta será a segunda vez que o instrumento é usado nacionalmente. A primeira foi em 2015.
A aplicação da avaliação em 2021 foi realizada no dia 4 de novembro, às 13h30, em um formato totalmente on-line, por meio de sistema informatizado. A escolha da data foi tomada em conjunto com as escolas que aderiram à consulta proposta pela Abem com apoio dos Núcleos do Teste de Progresso.
Esta edição veio com o objetivo de construir uma experiência consolidada do teste em âmbito nacional. De modo que, seja possível reunir os núcleos do Teste de Progresso em torno da Abem. Para a concretização da prova, a Abem contratou a Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp).
O teste de Progresso pode acabar com as provas de Residência Médica?
Sim. Junto como ENARE podemos ter a maior mudança da história das provas de Residência Médica. Uma prova única para avaliar todos estudantes do Brasil ou múltiplas avaliações seriadas, endereçando problemas vividos durante o internato.
Em ambos os casos você precisa focar na tarefa que vai realizar. Se for fazer enare temos o curso extensivo voltado para que você passe nele. Independente se o teste de progresso ganhar essa corrida, o seu internato precisa ser levado a sério e você precisa ter flexibilidade para estudar aquilo que está vendo no internato. O curso do internato ao R1 é feito exatamente para isso.
Fonte: Associação Brasileira de Educação Médica (Abem)